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Diana

Diana

Sobre as aparências na maternidade...

Este post surge de um comentário feito ao blog http://omeubemestar.blogspot.pt/ sobre a maternidade e a imagem que se passa aos outros. Transcrevo abaixo o comentário.

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O meu caso também se junta aquelas para quem a primeira experiência na maternidade não correu da melhor forma. O meu filho tem hoje 5 anos, mas aquilo pelo que passei não vou esquecer tão cedo. É engraçado, como dizem que só se ouvem as mãe a queixarem-se da maternidade e que tudo muda e a pintarem um cenário negro. Mas a verdade é que antes do meu filho nascer, comigo passou-se precisamente o oposto. Tudo o que eu via, ouvia e lia eram relatos maravilhosos, tudo pintado de cor de rosa e muito floreado. E a realidade com que me deparei depois do parto não foi nada do que tinha ouvido, do que tinha imaginado. O meu filho foi um bebé muito difícil. As noite eram um martírio e foram por mais de um ano. Ele acordava imensas vezes, não dormia mais do que uma ou duas horas seguidas de noite, de dia fazia pequenas sestas de 20 ou 30 minutos... como devem imaginar, não conseguia dormir de noite, nem de dia, porque os pequenos intervalos que ele me dava para dormir, eu nem chegava a cair no sono e ele já me acordava. À noite, as vezes que o conseguia deitar no berço depois dele adormecer ao colo (só adormecia ao colo, também tentei de todas as maneiras para ele adormecer...) sem ele acordar eram raras... por isso muitas vezes dormia na minha cama porque eu estava esgotada, eu já não pensava direito, eu já não raciocinava eu estava um trapo. Eu cheguei a coloca-lo a arrotar, sem ele ainda ter mamado, mas o meu cansaço era tal que já nem me permitia pensar. E desculpem, mas quem está neste estado, não tem sequer forças para ir a spas ou ás compras ou jantar com as amigas. Qualquer tempo que consiga com o bebé entregue aos cuidados de alguém, é sem dúvidas para dormir, porque o sono é essencial ao organismo e eu passei a valoriza-lo ainda mais. Eu cheguei a um ponto que o meu corpo desligou uma vez, que eu adormeci de tal forma profundamente que quando o meu marido chegou a casa, eu estava a deitada na cama com o meu filho ao lado, ele chorava imenso e eu não acordava. Ele inclusive foi ver se eu estava a respirar... porque eu não me mexia sequer. Já para não falar no trauma que foi a amamentação, não por não ter leite ou o meu filho não mamar, mas porque foi extremamente doloroso, foi o pior de tudo para mim, foi mil vezes pior do que o parto, foram os primeiros 15 dias (que mais pareceram 15 semanas...) em que eu chorava a cada vez que se aproximava a hora de lhe dar de mamar... E não, nunca ninguém me disse que amamentar doía, não, nunca tinha lido em lado nenhum que amamentar era (ou poderia ser) assim, tão doloroso! Mas amamentei o meu filho em exclusivo com leite materno até aos 6 meses. Em relação ao meu marido, ele, como no comentário da Tété, também trabalha muitas horas. Ele sai de casa ás 07:00 e chega a casa entre as oito e as nove horas da noite, a correr bem. Por isso, a minha realidade, por mais que eu ame o meu filho e que ele seja a melhor coisa que tenho na vida, a maternidade na primeira fase da vida dele foi um período muito difícil e que me deixou marcada e que por isso ainda não consegui dar-lhe um irmão, porque não sei se estou preparada para passar por tudo outra vez! Mas, lá está, cada caso é um caso, mas chateia-me mesmo as mulheres fazem de tudo para mostrarem que as suas vidas são maravilhosas que tudo é lindo e perfeito e que não existe o lado menos bom das coisas, como existe na maternidade. Ninguém quer que as pessoas se andem a queixar das suas vidas, ou que se sintam mal por terem boas experiências com a maternidade, mas que não pintem um cenário "apenas cor-de-rosa" quando existem mais cores nesta realidade. E não tem mal nenhum dizer que se acordou com olheiras porque o filho nos deu uma noite mais difícil, ou dizer que não se consegue ir ao cinema à imenso tempo porque a maternidade não o permite.... por exemplo! Que se fale a verdade, que se diga a realidade como ela é, coisas más e boas. Se a maioria cão coisas boas tanto melhor, mas existe sempre o outro lado, por mais pequeno que seja.

 

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