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Diana

Diana

Era uma vez.... árvore de Natal

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Quando era miúda as festas de aniversário eram sempre em casa. Adorava! Acho que, ao contrário do que se faz hoje em dia, um aniversário em casa, torna todo o momento muito mais especial.... Mas bem, voltando à árvore de Natal. Nos meus aniversários (em casa!) a árvore já estava sempre montada. De cada vez que me deparo com uma ou outra fotografia dos meus aniversários, lá vejo a árvore (que mais parecia um conjunto de escovilhões de lavar biberões), toda enfeitada e luminosa! Guardo essas recordações num lugar especial do meu coração. E é por isso que tento concretizar, dentro dos possíveis as desejos do meu filho nas festinhas de anos dele, porque quero que ele tenha lembranças tão boas como eu desses momentos especiais. Mas vou guardar o assunto dos aniversários para todo um outro post!

Quando era miúda, tínhamos a árvore de plástico a tal dos escovilhoes e depois tinha uma verdadeira na casa da minha avó. Era uma tradição também muito esperada por mim, em que eu e as minha irmãs íamos com o meu pai ao monte escolher a árvore que iríamos trazer para casa para decorar... Regra geral, a árvore era sempre maior do que a altura da sala, pelo que ficava em cima meia dobrada. Mas nada disso estragava a nossa alegria. As decorações era a coisa mais despretensiosa que poderia existir. Nada combinava com nada, tudo era permitido para enfeitar aquela árvores. Eram as milhentas luzinhas, todas ás cores e diferentes, em que a cada ano, mais lâmpadas estavam fundidas e era necessário substituírem-se para as seguintes funcionarem também, eram enfeites de diferentes cores e feitios, fitas metalizadas de todas as cores, enfim, uma festa! Havia também o presépio pois claro! Para o presépio a minha avó na semana anterior apanhava musgo que depois nós com muito cuidado manuseado e espalhávamos para que colocarmos as figuras nas suas diferentes situações do quotidiano. As figuras eram aquelas, de barro, que acho que todos tínhamos em casa. Pois bem, é sabido que crianças e materiais quebradiços não é uma boa combinação, e assim tínhamos muitas figuras sem cabeça, sendo que as cabeças quando não se colavam, eram colocadas cuidadosamente ao lado do corpo. Isto tanto acontecia para figuras humanas como com os patos e as ovelhas... Se era uma trabalheira? Era! Se ficáva uma decoração super cuidada e elegante, não! Mas são estas as lembranças que guardo até hoje, com um carinho e uma saudade enorme.

No ano passado como fomos passar o Natal no Brasil, não houve árvore em casa.... mas este ano tem mesmo de haver.

O meu filho pede constantemente para montar o pinheirinho, mas ainda não tivemos oportunidade e, confesso, ainda não tive vontade... mesmo agora, a motivação não é muita e se nos outros anos é uma espécie de acontecimento que me deixa entusiasmada, este ano, o meu entusiasmo está num qualquer destino desconhecido...

Mas ainda assim e, para alegria do mais pequeno da casa, amanhã será o dia de montar o pinheirinho, com a promessa de deixar depois aqui um registo fotográfico!